quinta-feira, 3 de outubro de 2013

ARTIGO CHÁ VERDE USP


Autor: Gabrielle Aparecida Cardoso
Orientador: Dra. Jocelem Mastrodi Salgado

Dissertação apresentada no Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz

Introdução

O alto índice de obesidade populacional favorece o aumento de complicações associadas ao excesso de peso corporal, afetando a qualidade de vida do indivíduo. Vários alimentos têm sido investigados com o objetivo de auxiliar no controle do peso, e, dentre esses alimentos, o chá verde, derivado das folhas da planta Camellia sinensis, parece ser eficiente apresentando um efeito termogênico, além de promover maior oxidação da gordura corporal. O consumo desse chá possivelmente pode alterar a composição corporal e a taxa metabólica de repouso (TMR), mas até o momento poucos estudos nessa área foram realizados e nenhum deles avaliou mulheres com sobrepeso e obesidade.

Objetivo

O objetivo deste estudo foi estudar os efeitos do consumo de chá verde e da prática ou não de exercício físico resistido sobre a taxa metabólica de repouso (TMR) e a composição corporal de mulheres obesas ou com sobrepeso.

Métodos

Ensaio clínico duplo-cego e controlado por placebo, envolvendo 40 mulheres com Índice de Massa Corporal entre 25 a 35Kg/m2 e faixa etária entre 20 - 40 anos.
Antes do início do estudo, todas as participantes foram submetidas a um período de adaptação de um mês com uma dieta balanceada de 1.200 kcal baseada no hábito alimentar de cada participante, para que não houvesse nenhuma interferência nos resultados. Essa mesma dieta acompanhou as participantes até o fim do estudo.
As mulheres foram divididas em quatro grupos: grupo 1 - chá verde solúvel (Sanavita®) e nenhuma atividade física; grupo 2 - placebo e nenhuma atividade física; grupo 3 - chá verde solúvel (Sanavita®) combinado com exercícios resistidos; grupo 4 - placebo combinado com exercícios resistidos. O chá verde e o placebo foram consumidos duas vezes ao dia (porção = 10g em 200ml de água) às 10h00 e às 16h00 por um período de 2 meses.
Após os 30 dias de adaptação alimentar, as voluntárias foram submetidas a uma avaliação da composição corporal inicial e da TMR, além de um exame bioquímico inicial para avaliar glicemia, colesterol total e frações, triglicérides, creatinina, insulina e Proteína C reativa (PCr). Esses mesmos parâmetros foram avaliados novamente no último dia do estudo.

Resultados

Os resultados mostraram que o grupo 1 diferiu significativamente do grupo 2: enquanto as voluntárias do grupo 1 perderam peso (média de 5,7kg), circunferência de cintura (-5,8cm) e apresentaram diminuição da TMR e da gordura corporal (- 4,7%), com manutenção da massa magra, as voluntárias do grupo 2 utilizando placebo não perderam peso, ganharam massa gorda (2,1%) e apresentaram diminuição da massa magra (-2,3kg) e da TMR. Quando os grupos com exercícios físicos resistidos foram avaliados, observou-se que as voluntárias do grupo 3 apresentaram resultados significativamente melhores que o das mulheres do grupo 4, ou seja, não perderam peso, porém tiveram sua composição corporal modificada, com perda de gordura e ganho de massa muscular (- 10,3% contra - 4,4% usando placebo e 6,6kg contra 3,5kg usando placebo, respectivamente), diminuição da circunferência da cintura (-9,2cm contra -2,4cm usando placebo); apresentaram aumento da força muscular e redução dos níveis de triglicérides (- 29%).

Conclusão

O consumo de chá verde proporcionou uma mudança na composição corporal, com diminuição da gordura e consequente perda de peso, e manutenção da massa magra. Aliado à prática de exercícios físicos como a musculação causou um ganho de massa magra significantemente maior que o proporcionado pelo exercício físico + consumo de placebo e favoreceu uma maior perda de massa gorda, por mobilizar esta como fonte de energia.
O aumento da força muscular observada nos exercícios físicos de resistência foi maior quando o chá verde foi consumido anteriormente à sua prática.
Aliado ao treinamento físico de resistência, o chá verde auxiliou em uma maior perda de gordura e maior ganho de massa magra.

Efeito do consumo de chá verde (Sanavita®) ou placebo com ou sem a prática de exercício físico resistido sobre a medida da circunferência da cintura em mulheres com Índice de Massa Corporal entre  25 a 35Kg/m2 e faixa etária entre 20 - 40 anos




Efeito do consumo de chá verde (Sanavita®) ou placebo com ou sem a prática de exercício físico resistido sobre a massa magra de mulheres com Índice de Massa Corporal entre
25 a 35Kg/m2 e faixa etária entre 20 - 40 anos



Efeito do consumo de chá verde (Sanavita®) ou placebo com ou sem a prática de exercício físico resistido sobre a gordura corporal de mulheres com Índice de Massa Corporal entre
25 a 35Kg/m2 e faixa etária entre 20 - 40 anos


Cardoso, G.A. Efeito do consumo de chá verde aliado ou não ao treinamento de força sobre a composição corporal e taxa metabólica de repouso em mulheres com sobrepeso ou obesas. Dissertação (Mestrado) - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - USP, Piracicaba, 2011. 128 p.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O PODER DA QUINOA E DO AMARANTO

Não são todos que conhecem a quinoa. Com a popularização do grão, o preço baixou, tornando-se mais acessível esse alimento considerado um dos mais completos do mundo em termos nutricionais.



Alguns minerais presentes são: magnésio, potássio, zinco, manganês e as vitaminas são: tiamina, riboflavina, niacina, ácido pantotênico, alfa-tocoferol (vitamina E).
A Quinoa é fonte de fibras, proteínas, fósforo, ferro, cálcio, vitaminas C, E e do complexo B, além de uma substância chamada lisina, que aumenta a absorção de cálcio pelo organismo.
Todos esses nutrientes mencionados se traduzem em inúmeros benefícios para a manutenção da saúde. Os minerais melhoram a capacidade de aprendizado e memória (favorecendo o sistema nervoso central) e previnem contra osteoporose (cálcio combinado com a lisina), câncer de mama (fitoestrógenos) e problemas cardiovasculares (fibras que reduzem o colesterol ruim).
Já as vitaminas presentes na quinoa acabam aumentando a imunidade, acelerando a metabolização das gorduras, evitando a fadiga, combatendo problemas respiratórios e protegendo as funções cerebrais.
Aconselham-se a lavar os grãos antes de prepará-los. Apesar do cereal ser mais consumidos em grãos, as folhas e os botões das flores da quinoa podem ser utilizados no preparo de cozidos e refogados.
O Amaranto é rico em proteínas de alto valor biológico, melhor aproveitadas pelo nosso organismo, atuando contra o colesterol ruim e os radicais livres. Encontrado na forma de farinha ou flocos, o amaranto pode ser consumido em saladas, refogados, sopas, saladas de frutas ou como substituto do feijão. Ele melhora o funcionamento do intestino, reduzindo as taxas de colesterol, prevenindo a osteoporose, regulando a pressão arterial e retardando o envelhecimento das células.
Veja como incluir esses grãos em sua alimentação:
  • Nas vitaminas;
  • Nas saladas de frutas com iogurtes;
  • Nas farofas substituindo a farinha de mandioca;
  • Nas tortas e bolos substituindo a farinha de trigo ficando uma massa mais saudável e macia;
  • Nas saladas,  dando um sabor especial.


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Conheça os benefícios do chá de hibisco

Mais saboroso que o consagrado chá-verde, ele estimula a queima de gorduras, facilita a digestão, controla a pressão arterial e combate a retenção de líquidos. Além de protagonizar deliciosas receitas



Se você já torceu o nariz para o sabor amargo do milagroso chá-verde, saiba que ele não é o único a promover verdadeiras maravilhas pelo emagrecimento e pela boa saúde. O chá de hibisco está na moda e seus efeitos antioxidantes são verdadeiros aliados na perda de peso.
Produzido com as flores e os botões do Hibiscus sabdariffa, espécie originária da Ásia e da África, o chá de hibisco tem um característico sabor cítrico, que lembra a framboesa.
“É uma planta medicinal com propriedades diuréticas e digestivas. Ele é um aliado na perda de peso, pois apresenta alta concentração de flavonoides, como a antocianina e a catequina”, explica Mariana Duro, nutricionista funcional e consultora da Dieta Já!.

“As antocianinas, além de antioxidantes, possuem ação anti-inflamatória, combatendo a inflamação das células e permitindo que o organismo deixe de acumular toxinas e substâncias que dificultam o emagrecimento”, completa Mariana.
As folhas de hibisco também controlam a pressão arterial, equilibram disfunções hormonais e ajudam na saúde intestinal, devido às suas fibras. De acordo com Daniela Jobst, nutricionista da clínica NutriJobst (SP), o hibisco ainda é termogênico, isso é, aumenta a temperatura do metabolismo para queimar mais gorduras.
 Na dieta, o chá de hibisco pode ser agregado ao café da manhã ou ao intervalo das refeições, em receitas de sucos, gelatinas, musses, saladas de frutas e até cereais. “Outra dica é consumi-lo com intervalo de uma a duas horas das principais refeições, para não impedir a absorção de nutrientes”, indica a nutricionista Vanessa Suzuki (SP).

Na NutriPoint você encontra o Chá de Hibiscus da Sanavita.
                       Solúvel, beba quente ou gelado!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

CEREAIS INTEGRAIS REDUZEM A BARRIGA

 Se você quer diminuir as chances de câncer e diabete, manter o peso, varrer o excesso de colesterol, evitar inflamações pelos vasos e, de quebra, perder a famigerada barriga, aí  vai uma bela dica!



 Aveia, milho, trigo, arroz, centeio e cevada esse é um grupo de cascas-grossas. Tachá-los assim não é nenhuma ofensa. Por serem duros na quebra, seus invólucros protegem nutrientes e outras substâncias cada vez mais valorizadas pelos estudiosos da dieta como ferramenta de prevenção. Por isso, a tendência é incluí-los em todas as refeições do dia, conta a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso. Antes, o consumo dos cereais integrais era mais associado ao café-da-manhã.

 Um grupo de pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, deu mais um bom motivo para isso: comer integrais ajuda a reduzir a barriga. E a questão aqui vai além da estética. A gordura abdominal deve ser eliminada porque é o estopim de problemas fatais, como o infarto, sentencia Heather Katcher, líder do trabalho. Cientistas gregos da Universidade Harokopio já encontraram uma pista de por que os integrais encolhem a cintura. Por meio de exames, notaram que seus consumidores fiéis têm níveis mais equilibrados de adiponectina, uma substância que age nas células gordas do abdômen, fazendo-as murchar.

 Muito antes de se descobrir que encher o cardápio de itens integrais ajudaria a afastar ameaças graves, como os tumores, eles já eram recomendados para acabar com a prisão de ventre, por serem imbatíveis em matéria de fibras. Elas, afinal, formam um bolo dentro do intestino, que pressiona suas paredes e contribui para suas contrações, descreve a nutricionista Samantha Macedo, da Equilibrium Consultoria em Nutrição, que fica em São Paulo. Mas, aí, é fundamental que esses cereais sejam ingeridos acompanhados de bons goles de água ou de outras bebidas. Sem líquidos, o resultado é o inverso. As fibras ficam malparadas ali dentro, atrapalhando o trânsito de vez.

RIQUEZA SOB A CASCA

 Mas nem só de fibras vivem os integrais. Justamente por não terem passado por nenhum processo de refinamento, esses alimentos têm teores mais elevados de certos nutrientes em comparação com seus equivalentes clarinhos, macios e sem casca. As vitaminas do complexo Bdeles estão em quantidades bem maiores, nota a nutricionista Norka Beatriz Barrueto González, professora da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. Esse grupo de nutrientes é essencial para o sistema nervoso, entre outras funções.

 Há mais riquezas sob a casca dura. Cereais não refinados são ótimas fontes de minerais como o zinco, o magnésio e o fósforo trio que atua no sistema imunológico e fortalece o esqueleto. Para enriquecer a lista, temos compostos antioxidantes, que combatem moléculas causadoras de danos às células. Uma das estrelas nessa atuação é a vitamina E, que protege contra tumores e justifica, em parte, as observações recentes sobre o consumo de integrais e a prevenção do câncer.

 Por fim, não podemos nos esquecer do carboidrato. Ora, todo cereal oferece um bocado desse nutriente, fonte de energia, que deveria compor até 65% da nossa dieta que nos perdoem os que temem sua fama de engordativo por essa porcentagem realista. O fato é que, nos integrais, seu poder de elevar o ponteiro da balança acaba sob controle.

 Três porções diárias de cereais integrais é o mínimo recomendado segundo a pirâmide alimentar brasileira, conta a professora Silvia Cozzolino, da USP. O máximo é seis. Ultrapassar essa dose e cair no exagero pode atrapalhar o aproveitamento de nutrientes como o cálcio. Isso porque os alimentos que não sofreram refinação costumam carregar uma substância conhecida como fitato. E esse, por sua vez, compete na absorção de minerais, como o dos ossos. Excessos nunca são bem-vindos, nem mesmo quando se trata de alimentos pra lá de nutritivos.

 Por outro lado, se você acredita que a meta de três a seis porções diárias proposta pelos experts é inalcançável, vamos mostrar que a tarefa não é das mais difíceis. Dá para começar logo cedo, caprichando no café-da-manhã. Aveia e cereais matinais à base de milho ou de trigo são itens que caem bem. Já o arroz e a cevada podem ser apreciados no almoço e no jantar. Enquanto pães de centeio são perfeitos para os lanches.

SABOR DE PALHA?

 Agora, se a sua boca não enche de água quando o cardápio é recheado de cereais integrais, não pense que você é um caso único. Tem muita gente por aí que torce mesmo o nariz e passa longe desse tipo de alimento por acreditar que é insosso. Esse preconceito remonta à época em que o prato integral era cozido apenas em água e com uma pitada de sal, lembra a nutricionista Andréa Esquivel, especialista em gastronomia e professora da Universidade Norte do Paraná, a Unopar. Isso mudou, vamos deixar claro.

 Abusar de ervas e especiarias na hora de temperar é um dos segredinhos para tornar tudo mais saboroso, ensina a nutricionista e professora de gastronomia Maria Cecília Corsi, da capital paulista. Pelas inúmeras vantagens dos integrais, vale a pena experimentar alguns truques para que eles sejam parte da sua vida.